Brasil Velho

MST e a doutrinação de crianças

Um vídeo está causando enorme repercussão nas redes sociais e tem gerado um profundo mal-estar em todos que o assistem. Parece algum grupo muçulmano radical, como o Estado Islâmico (Daesh) ou Hezbollah. Ou mesmo guerrilheiros das Farc. Mas, na verdade, são brasileiros e não alcançaram a puberdade. Milhares de crianças estão sendo guiadas por adultos para militarem nas causas defendidas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais.

Eles aparecem saindo em bandos organizados de ônibus para participarem de um evento que seria o 1º Encontro Nacional das Crianças Sem Terrinha ou “Movimento dos Sem Terrinha”, que aconteceu, em Brasília, entre 23 e 26 de julho.

Fica evidente um processo de “doutrinação” infantil. As imagens são típicas do que acontece em regimes fechados como a Coreia do Norte e Cuba.

O professor de Direito e analista político Valdir Pucci disse que o MST sempre tentou forjar seus seguidores para a luta no campo ideológico.

— O vídeo não traz novidade em relação à prática política do MST, que sempre carregou muito na questão ideológica, seja nos seus discursos, seja nos próprios acampamentos, temos história de escolas dentro dos acampamentos onde há o discurso ideológico. Então tudo isso não é uma novidade. Mas acreditar que numa eventual vitória do PT isso seria uma prática em muitas escolas públicas, isso já faz parte do discurso fake news, a busca dos eleitores indecisos por meio do radicalismo, e da propagação de ideias que não correspondem com a verdade.

O cientista político Leonardo Barreto explica o que está por trás desse processo de “doutrinação” de milhares de crianças:

— Na verdade o que esses caras têm na cabeça é a teoria do Gramsci mesmo, que é até um pouco injustiçado, visto como um cara do mal, mas que era um analista social. Ele fala da importância da ideologia para a construção das crenças. Ele questionava porque as pessoas pobres, mesmo sendo muito pobres, continuam apoiando o sistema capitalista. Para ele, porque são treinadas para isso, para apoiar um sistema mesmo que estejam em desvantagem nesse sistema. E aí isso pode ser aplicado numa doutrina de luta política, que ele chama de guerra de posição, que é a questão da doutrinação. Que mais do que se apropriar dos meios de violência, dos recursos de violência do Estado prega que quem quer fazer a revolução tem que doutrinar as pessoas. E o primeiro caminho para isso é prover uma escola ‘apropriada’, de lavagem cerebral e construção de ideologia. O debate no final das contas é isso. Se as organizações têm ou não o direito de fazer currículos escolares com esse tipo de discurso tão pesado. Acho que esse é o debate que se tem que fazer.

No vídeo fica claro que as crianças são submetidas ao culto à personalidade da era stalinista.O engajamento ideológico é absoluto, e “Che Guevara”, que junto com Fidel Castro implantou a ditadura cubana, que já dura 59 anos, é reverenciado com músicas onde se canta em louvor à “nossa bandeira vermelhinha”.

Isso mesmo.
Uma multidão de crianças cantando em homenagem “à nossa bandeira vermelhinha”.

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